segunda-feira, 13 de abril de 2015

Agir no não

Nada faço eu agora, só sentir.
Fácil ficar parado e só olhando.
Acho que quando levo minha boca,
Minhas mãos, a voz rouca – não agi

Nem preto nem o branco, nem escuro
Nem o claro, nem o muro, nem oito
Nem oitenta. Na vida não existe
Câmera lenta ou passo atrás, eu vi.

Mas, eu piso de novo o mesmo ovo.
Eu temo, eu gosto, eu choro, eu danço, sim!
Como eu danço! E minha alma enche.

E novamente, de repente, eu – bobo –
Me lanço à tempestade; para em mim
Cair - um risco! - o raio dos prazeres.