segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eterno Objeto

O mundo dividido
Entre poetas e cientistas
Não se resolve quanto ao eterno objeto
Do amor

Que chato
De novo este tema
Quantas monografias
E teses
E esquemas
Que desde a antiga idade
Com batidos teoremas
Não disputam
A consciência popular

Os poetas insistem em negar
A racionalidade do fenômeno
"Impossível
Só o sentir é que serve
Do impulsivo termômetro"

Mas as mais novas das novíssimas novidades
Descoberta catalogada
Pelos cientistas do MIT
Como eu vi
No National Geographic Chanel
Comprovam
Por A mais B
Que nada mais exato
Do que este profundo
Curioso fato:

As ondas cerebrais causadas pelo estímulo hormonal
Decorrem por sua vez
Da tez que se toca no tato
A saliva se homogeiniza
O odor naturalizado
Até que se suaviza normalizando o estímulo visual

Trocando em miúdos
A Super-interessante traduz
Ao natural
Em fórmula sensacionalista
O que o especialista conduz
Em décadas de pesquisa:

O tédio uma hora vem pra cima
Assim como é chata
(e mal feita)
essa pobre rima

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