sexta-feira, 28 de junho de 2013

Devaneio Erótico

Impossível gravidade
Não escapo dos teus olhos
Uma ponte do Brooklin
Se constrói em nossos orbes
      Atravessar a ponte suspensa
      Romper-te as grades da etiqueta
Despir-te
      Premeditada e estrategicamente
Meter-te a língua aos dentes
E
      Quente
              Mordiscar-te o queixo
Ao pé do ouvido
      Aspirar teu cheiro
Sugar-te os seios e os mamilos duros
Beijar-te leve o ventre arrepiado
      Como se de gelo fosse a tua pele
Soprar-te
      A flor molhada
A tua mão cravada em minha nuca
Puxas meus cabelos num delírio

A mente que media e raciocina
     Pára
Agora só há os corpos
     Os sentidos
Famintos
     De ruídos
               De odores
                       De texturas
     Paladares

No fundo dos teus olhos
O fundo da tua carne

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