segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entre a Cruz e a Espada

Em nossa encruzilhada corporal
A cruz por goela abaixo eu meto, ó musa.
Aguento a fera nu que em mim abusa,
A gralha de mil línguas sem rival.

No ponto em que eu te cruzo como a seta
A espada dos desejos me atordoa.
Justiça benfazeja, voa, voa,
E sorve o que o pecado tem por meta.

Pois entre a cruz e a espada, escolho a cova.
O que de sangue bebe a espada amarga
O santo crucifixo salva e prova.

O x que em nós se esfrega sofre a carga.
É tanque abandonado na desova,
É cruz que após o Cristo então se larga

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