sábado, 1 de janeiro de 2011

Praga

Eis a letra de uma canção, recém-composta, em 3 por 4. Chama-se Praga:

Falo assopro sem parar

Faço a sua voz falar

Sons exalo, sol e mar

Sons exatos, sem parar


Grito e berro, quebro tudo

Trinco e ferro, porta e muro


Mas nenhuma

Palavra gravada atraca agrada

Traga aquilo que eu procuro

Traga o que a saudade aguarda


Escrevo espalho em mil papéis

Estrago em folhas meus pincéis

Versos vazam meus baixéis

Versos vertem mil papéis


Choro e lanço, madrugada

Canto e danço, e choro e nada


Mas nenhuma

Palavra sagrada aplaca é fraca

Praga aquilo que me ausento

Praga o que a saudade aplaca


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