sábado, 15 de janeiro de 2011

Saudades

Eu não sabia o que esperar
E agora só espero
Nunca fui tão sincero
E agora só sei te esperar

As voltas dos dias dão voltas
Dão voltas no próprio eixo
Volta na mente o dezembro
Assalta em meus lábios teu beijo

Fazem sentido os poemas
E todos os velhos clichês
Todos os clássicos temas
Os mudos cinemas me lembram você

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Querida, me deseje boa sorte,
No esporte, no romance, boa sorte,
No esporte que é a vida, na corrida
Sem chance de vitória, boa sorte.
Lance a lance, essa história só se encerra
No eterno instante de derrota e morte.
Mas antes desse corte, boa sorte,
Que a partida tem fim, mas quando o lance
É de placa, ele fica na memória,
Assim como a vitória militar
Sem chance de ganhar entra pra história.
Dessa forma, querida, boa sorte,
No romance, na vida, na aguerrida
Luta do dia a dia contra a escória.
É um esporte, é um jogo, uma partida.
Boa sorte, querida, pois se o juiz
Apita - vestiário que o seu tempo
Já era, mais um tento que se encerra.
Por isso, nada mais e nada além,
Imagina, alguém te tira ou te ferra,
Espera-te mais nada além de sorte.
Na roleta da vida eu já rodei,
E na roda de apostas perdi tudo,
Espero boa sorte e nada além,
Nada além de um bom jogo e algum futuro.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Praga

Eis a letra de uma canção, recém-composta, em 3 por 4. Chama-se Praga:

Falo assopro sem parar

Faço a sua voz falar

Sons exalo, sol e mar

Sons exatos, sem parar


Grito e berro, quebro tudo

Trinco e ferro, porta e muro


Mas nenhuma

Palavra gravada atraca agrada

Traga aquilo que eu procuro

Traga o que a saudade aguarda


Escrevo espalho em mil papéis

Estrago em folhas meus pincéis

Versos vazam meus baixéis

Versos vertem mil papéis


Choro e lanço, madrugada

Canto e danço, e choro e nada


Mas nenhuma

Palavra sagrada aplaca é fraca

Praga aquilo que me ausento

Praga o que a saudade aplaca