quinta-feira, 28 de outubro de 2010

a areia que se espalha

nessa ampulheta

mandala de zinco

na areia da praia

três, quatro, cinco

segundos que caem

grãos depositam

no fundo do vale

no vale de vidro

num fluxo montanha

de areia da praia

vidro torna areia

que se encerra na tomada

Um comentário:

Hugo Simões disse...

que saudades dos teus versos meu amigo!

muito bom o poema, como sempre