sexta-feira, 2 de abril de 2010

Aquela Gente Nossa

Aquela gente toda continua
A ir direto até a cova
Vai olhando para a face da lua
Lua que está sempre nova

Em febre alucinante compulsiva
No cair da chuva ácida
Vai consumindo a coisa remissiva
Esquecendo a pena tácita

Ao grande sofrimento desse nada
Adeus! Apenas comprar
Vai vagando tal qual alma penada
Em novena de gastar

Aquela gente toda continua
A louvar a fantasia
Vai se transvestindo mas resta nua
No além da mercadoria

Nossa gente repousa fria
Repousa tardia
Repousa muda

É hora da alforria
É hora da luta

Um comentário:

Hugo Simões disse...

será mesmo companheiro?
só sei que toda hora é hora da labuta..