quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema com o Hugo finalizado - http://rotineiroambulante.blogspot.com/

quero não me ver mais,
poder acordar e saber que inexisto
mergulhar em mares sem sais
e queimar tudo que visto
e queimar tudo que assisto
e queimar tudo que insisto


se ao menos tivesse eu visto
o que esse fogo fátuo traz
se queimasse esse misto
de pedras e gelo e sais
se tivesse me dito
queimado mais
queimado tudo que existo
se eu resistisse à amnésia, à apnéia, ao fogaréu
haveria de queimar tudo que é céu?
haveria queimado o que resisto?

ou afogaria minh'alma em papel
acalmando o incêndio de riscos
tortuosos que incriminam o réu
que pôs fogo nas lendas que invisto?
o querer é não me ver mais,
esquecer meu coração-cisto,
abismo que engole e desfaz
o viver que me era benquisto.
mas se o fogo consumirá o que é céu
queimará também o que é chão
não é esse o desejo infiel?
não é isso que implora a razão?

talvez essas chamas chamem por Cristo
e incendeiem os campos dos céus.
que sou eu? sou um cisco,
sou um confesso revel
que quebra os princípios,
sou o que não merece, ímpio,
que está destinado ao inferno, ao abismo,
mas não entende nada disto
o que consome esse fausto fogo eterno?
o que consome esse fátuo fogo interno?

o que distorço ou o que revelo?

sou furor em chama nascente
(preso ao bolso ou ao colo materno?)
sou o clamor de um povo descrente.
que sou eu? um confesso enfaro.
acordado. sabendo que existo
mergulhado em rios salgados
e enforcado por tudo que visto
e aleijado por tudo que assisto
e humilhado por tudo que insisto.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Re-Resposta ao Hugo (por favor camarada, veja aí, talvez dê pra terminar)

http://rotineiroambulante.blogspot.com/

quero não me ver mais,
poder acordar e saber que inexisto
mergulhar em mares sem sais
e queimar tudo que visto
e queimar tudo que assisto
e queimar tudo que insisto


se ao menos tivesse eu visto
o que esse fogo fátuo traz
se queimasse esse misto
de pedras e gelo e sais
se tivesse me dito
queimado mais
queimado tudo que existo
se eu resistisse à amnésia, à apnéia, ao fogaréu
haveria de queimar tudo que é céu?
haveria queimado o que resisto?

ou afogaria minh'alma em papel
acalmando o incêndio de riscos
tortuosos que incriminam o réu
que pôs fogo nas lendas que invisto?
o querer é não me ver mais,
esquecer meu coração cisto,
preamar que engole e não traz
o amor que me era benquisto.
mas se o fogo consumirá o que é céu
queimará também o que é chão
não é esse o desejo infiel?
não é isso que implora a razão?


talvez essas chamas chamem por Cristo
e incendeiem os campos dos céus.
que sou eu? sou um cisco,
sou um confessso revel
que quebra os princípios,
sou o que não merece, ímpio,
que está destinado ao inferno, ao abismo,
mas não entende nada disto
o que consome esse fausto fogo eterno?
o que consome esse fátuo fogo interno?



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Resposta ao Hugo (por favor camarada, continue)

http://rotineiroambulante.blogspot.com

quero não me ver mais,
poder acordar e saber que inexisto
mergulhar em mares sem sais
e queimar tudo que visto
e queimar tudo que assisto
e queimar tudo que insisto

se ao menos tivesse eu visto
o que esse fogo fátuo traz
se queimasse esse misto
de pedras e gelo e sais
se tivesse me dito
queimado mais
queimado tudo que existo
se eu resistisse à amnésia, à apnéia, ao fogaréu
haveria de queimar tudo que é céu?
haveria queimado o que resisto?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Voa Tempo Voa

Tanto tempo se passou
Em tão pouco tempo
Tantas palavras
Em tão poucas frases
Quantos pensamentos
Grandes momentos
Movimentos
Não ficou nada

As mesmas mãos que acariciaram
Faces, cinturas e glúteos
Também madeiras e nylon
Agora repousam vazias
Repousam tardias
Nuas e tristonhas

Segurando canetas como fossem penas
Refletem

Quanto tempo nesse mês pequeno
Pequeno Janeiro
Menor Fevereiro
Parece final e ainda estamos no meio
O Sol que desponta no norte
Aqui não tem vez
Não me toca nem roça as faces
Nem me faz suar
O Sol não envelhece no sul

Tanto tempo se passou
Desde tão pouco tempo atrás
Pisquei
E os dias ficaram para trás
E as horas de êxtase se tornaram um breve sonho
Uma sombra
A satisfação de uma necessidade só criou outra necessidade
Mais forte
Mais sede
Mais fome

O tempo passa
O tempo some
Mas a desgraça
É a fumaça que nos come

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Acredito que há
outros tipos de vida.
Destino não há,
não importa o que digas.
Deus? Não existe,
Quem faz são pessoas,
Também quem resiste,
'Inda que doa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ao Camarada Valmor

Coração, bandeira,
Também pé, vermelhos.

Pela vida inteira
Caminhou parelho
Co'a vida primeira,
Enxergou no espelho
Os ricos burgueses
E também os pobres,
E sentiu por estes
Sentimento nobre,
Desespero, às vezes.

Aquele que cobre
De muitos cuidados
Todos os parceiros
Que estão do seu lado,
Caminha certeiro,
Refaz o legado
Destes companheiros:
Leon, Vladimir
Ernesto Guevara,
Rosa, Ho Chi Minh,
Fidel, Victor Jara,
Todos que hão de vir,
A lista não pára.

Do sul mas do norte,
Saiu coerente
Do partido forte,
Agora presente
Num de outro porte,
Muito diferente -
Partido do Sol,
Socialismo vivo,
Liberdade em prol
Do pobre cativo.
Ele entrou no PSOL,
Foi no alternativo.

Tudo que aprendera
Em sua militância,
Luta verdadeira,
Longe da ganância,
Agora prendera-se
Na asa da mudança.

Na luta constante,
Veio do Centro Che,
Sua vinda garante
Um grupo que lê
E que é militante.

“Pátria livre, tchê!”

Gaúcho o trejeito,
É veterinário,
E cuida de um jeito
Grande, humanitário,
Com tal sentimento
Revolucionário
Dos bichos, dos homens,
Mulheres, amigos.

Do dinheiro os fortes
São seus inimigos.
Lembra-se dos nomes,
Sabe dos perigos.

Ele é a unidade,
Ao lado de Plínio,
Tem muita vontade,
Político exímio.
A desigualdade,
Sem ser retilínio
Em seu pensamento,
Sabe onde encontrá-la.

Chegou o momento!
Já vamos saudá-la,
Potente fermento,
Gritá-la, Chamá-la,
Jogar pelo vento
Cantá-la, aclamá-la
Unir o cimento,
Lançá-la, incitá-la
Chegou o momento!
Vamos exaltá-la!

Pré-candidatura
Do caro Valmor,
Com muita ternura,
Também com amor,
No PSOL fulgura
Um grande valor.

Valmor Venturini
Pra governador!