domingo, 17 de janeiro de 2010

Eu tenho muito medo do meu medo
E temer o medo é o próprio medo

Tudo errado
Faço tudo errado
Como um erro involuntário
Uma maldição

Chove, nuvem de pavor
Com raios e trovões
Com sujeiras e canivetes
São os pingos do ar condicionado
Que precipita a sujeira de mil ácaros
Em cima da minha cabeça

Não tenho medo da morte
Nem tenho medo da vida
Só não quero me olhar sozinho
No retrato do cemitério
No espelho do meu caminho
No desdém de cada vizinho
No silêncio do monastério

Prefiro acabar com o mistério:
Tenho muito medo da solidão!

Um comentário:

Hugo Simões disse...

a solidão já é minha amante..