sábado, 5 de setembro de 2009

Sabará

Eram casas e fumaça
Na desordem dessa vila
Ruas tortas e poemas
Sem vergonha nas esquinas

Num passado disputado
Carro a carro, braço a braço
Clandestina, ensurdecendo
Ouve-se a buzina

É o ônibus que já vem

Diria até que o rastro das vias pudesse ter te carregado
Mas de fato
Carrega toda gente

Eram prédios e expressos
No eixo principal do centro
Ruas retas sem poemas
E cinismo nas fachadas

Num passado conquistado
Tubo a tubo, ferro e fogo
Monumentos que intimidam
Veja o marechal gigante

É o ônibus que já vem

Diria até que o rastro das vias pudesse ter te carregado
Mas de fato
Carrega toda gente