sábado, 20 de junho de 2009

Se Oriente

5

Mil e uma noites atrás
Eu estava Confúcio
Aprendia sem pensar
Moderava-me e perdia
Via o bem e não fazia

Mas agora é diferente
Os mil caminhos traçados
Nestes teus lábios molhados
Nessa tua língua delgada

Os olhos agora se eclipsaram
É lua nova no céu

A tartaruga negra lá em cima me falou
“Era tempo de guerra
Sem dó – sem perdão
Passo por passo as estrelas caem
Em sua própria escuridão”

O pássaro vermelho desceu
“Vida vida, quanto tempo temos ainda?
Nesse mar de ilhas
Eu só vejo as espadas de sangue
Eu só vivo a paixão dos assassinatos”

O dragão azul enterneceu-se
“Chorando do céu negro da noite
É hora é hora
É tempo de guerra
Mas é tempo de vitória”


E o tigre branco se calou
Afiou as garras
E ordenou com dois gestos

Que o sol nasça por favor!