sábado, 27 de junho de 2009

O Fim da História

Não quero soar repetitivo
Nem na forma
E muito menos
No conteúdo

Mas
Apesar de eu ter uma visão materialista da vida
A vida insiste
Em ter uma visão pós-moderna de mim

A história que se repete
A história que se acabou
A história líquida
que escorre pelos dedos

Somente a minha história
Que é cheia de muros
Serei eu mesmo um outsider?

E porque
Explorado como um operário
Não consigo reagir
Nem me organizar
Nem escapar da inefável derrota?

A primeira reforma
Totalmente vazia de tudo
Zombou de mim
Tinha que ser assim
Sem vontade
Sem verdade

E permaneço escrevendo
Anacoluticamente
Mentiras pra mim mesmo
Sob o jazz da vitrola
Digitando
(não pode haver coisa mais artificial)
Degolando...

O problema é que continuo
É que continua
Não olharei mais pra nada
O partido
A bandeira
Não
Fecharei meus olhos
Porque não adianta
A ausência
Ninguém sente

Ninguém

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