terça-feira, 30 de junho de 2009

Ide, rosa linda!

Minha primeira tradução, sem nenhuma pretensão, mas eu gostei...


Ide, rosa linda!
Contais que perdeis tempo, e mim,
Que ela sabe 'inda,
Ao compará-la a vós assim,
Sê doce e bela qual carmim.

Dizeis que é moça,
E evita expostas graças ter,
Que desabrocha
N'ermos sem ninguém a se ver,
Tem de inexortada morrer.

Pouco se importa
Beleza da luz retirada:
Lançai-la ao norte,
Sofrendo-se a ser cobiçada,
e não corar, admirada.

Daí morreis! Que ela
Das coisas raras comum fado
Possa em vós lê-la
Quão pouco tempo divisado
Que são tão doces, quanto belas!


Ou em segunda pessoa singular


Vai, rosa linda!
Contas que perdes tempo, e mim,
Que ela sabe 'inda,
Ao compará-la a ti assim,
Sê doce e bela qual carmim.

Dizes que é moça,
E evita expostas graças ter,
Que desabrochas
N'ermos sem ninguém a se ver,
Tem de inexortada morrer.

Pouco se importa
Beleza da luz retirada:
Lânça-la de norte,
Sofrendo-se a ser cobiçada,
e não corar, admirada.

Daí morre! Que ela
Das coisas raras comum fado
Possa em ti lê-la
Quão pouco tempo divisado
Que são tão doces, quanto belas!

Um comentário:

giuyarou disse...

mandou bem, Yurão! (: