domingo, 24 de maio de 2009

Novamente ou exercício de rima e métrica 2

Novamente eu falava
Chamava-te sozinho
E tu nada dizias
Seguias teu caminho

Passavas sem palavras
Calavas meu olhar
Que tímido caía
Temia te amar

No cabelo flor branca
Que franca qual formosa
Trazia um quê sensual
Fatal e poderosa

Ao tocar minha mão
Em vão na tua pele
Trazia uma mensagem
Coragem se revele

Mas eu ‘inda soturno
Noturno a esta ternura
Caí num desengano
Secando a formosura

Qual samba assim me calo
Não falo e tudo penso
Eu quero-te ao meu lado
E o fado passa lento

2 comentários:

Hugo Simões disse...

muito bonito yuri,
triste e belo.

giuyarou disse...

muito bom!