terça-feira, 12 de maio de 2009

Ponto no céu d’Andrade e Seus Bancos

A tantos mil pés acima do solo
Refugia-se, em asas na torrente,
De eixos criminosos com culpa e dolo,
De penas e bicos cheios de dentes.

A enxaqueca ignora o que há além dela,
Qualquer ave que só procura aviões,
Mas olha pro céu por meio da pedra
Depois de acordar do banco em visões.

Todos os bancos estão ocupados.
Todas as pombas já comem migalhas.
Crimes profanos se livram no azul.

Mas perde a vista o olho arregalado,
O ponto já despenca da batalha,
As noites do norte acordam no sul.

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