quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ao Silêncio

Ao silêncio externo a nós
Oceano
Todos os santos girando
E cantando canções de Orixás

A água doce da queda
Tem uma voz tão suave
Que parece a ausência de som
Tão linda a voz de Oxum

Por quanto tempo conseguimos nos abraçar?
Sem parar nem pra comer
Nem pra respirar
Sem pretensão de fim
Apenas sentindo a quentura dos corpos
Confortáveis

Ah!

É neste silêncio
Que nossos sorrisos mais ternos
Nossos olhares eternos
Serão as vozes mais lindas
De uma cantiga sagrada

Quando estou quieto
É porque quero
Quando quero
Fico quieto
Mas só falando pra quedar a vontade
Por isso cantemos
É mais bonito

Ao silêncio interno a nós
Não menos oceano
Nossos corpos girando
E cantando canções de Orixás

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