sábado, 12 de julho de 2008

O Boi

As pedras sentem
Os pesos dos pés
E dos tamancos
De madeira
E do fandango
Parnanguara

Mas nas vielas dessa menina

Raramente ouve-se um sino

Ouve-se mais tambores

A perna sacode
Ao som ritmado
Oxum responde
No mar ressacado

Barreado

Barroso

O boi zangado
Agora é palha
Mas desfila vistoso
E morre no fundo do mar

Tudo se resume num trapiche dourado

Que encerra o portal mágico

Que leva ao castelo submarino

Do rei esquecido de Portugal

Onde as fitas esvoaçam
Tem maracatu

Onde dorme o boi fantástico
Tem côco

Onde a nêga dança em febre
Tem maxixe

Onde eu durmo
Não tem não

Um comentário:

João Pedro disse...

Muito bom, mesmo!

Abraçãooo!