terça-feira, 24 de junho de 2008

Soneto da Janela Noturna

Ah, meu Deus, que peso atlântico!
E eu sigo a fitar estrelas,
Mesmo sabendo que apenas
São reveses num tom flâmeo.

Reveses das lamparinas
Da rua. Meu arcabouço
Quebrado grita, menina:
Minha pleura, meu calabouço.

Mover-me, é lancinante
Dor. Assim, resto sozinho.
Nos ombros, o mundo – tu

Proferir-te emocionante
Oi, ver o lácteo caminho.
Amor, vai tomar no cu!

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