quinta-feira, 19 de junho de 2008

O estupro que as ondas fazem na areia é hediondo,
Deixa as praias gozadas,
Deixa o mar salgado e a espuma doce,
O sêmen se mistura com o sangue,
E os banhistas ingerem a solução,
Pensando que são banhistas.

Pior é quando pulam sete ondinhas
E jogam flores nos dois corpos nus,
Como se assistissem a e ao crime,
E desdenhando o desabrochamento dos corais.
Rindo-se da violência, da dor, da lágrima, da horrenda coisa.
Pessoas de qualquer idade,
Lambendo o feto indesejado,
O bebê preamar,
Chamam-lhe.
A partir daqui.

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