terça-feira, 24 de junho de 2008

Ninguém Sabe

Ninguém sabe
Ninguém entende
Quando nada mais cabe
Nada mais se sente

Sou como um pássaro
Uma pomba
Pareço legal
Mas meus piolhos te matam

Sou como uma cama
De mármore
Ninguém se deita
É gelada e dura

Sou como esse poema
Inútil
Feio

Sou como um mato sem cachorro
Eu sou o mato
Você é uma cadela
Eu te odeio

Chega de dizer – eu quero
Faz anos que repito
E por isso sou como o papagaio

Mas chega de dizer – sou como
Eu não sou nada não
Estou sendo agora
Um bobão
Que se sente muito mal

Mas ninguém sabe
Ninguém entende
Quando a esperança acaba
O amor se estende

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