domingo, 15 de junho de 2008

Ah! A sensação

A sensação derretida
Que sobe como anel
Que desaparece como ar


Essa gelatina
Fantasmagórica
De vadiagem
Nuvens torpes


Em contato com a terra
Nem meu corpo
O céu não é fronteira
Ah! A sensação


Essa tosse que me sai de quando em vez
Não passa de um futuro premeditado
Que sempre ignorado
Na juventude inconseqüente
Pois que uma vez apenas


Apenas não há penas


Sobe tudo com o faquir
Esta batida ritmada
Raiz
Pedra
Ar condicionado


Simples alcalóide
Legalizado
Que me sacia
Embriaga levemente


Sentimento que deteriora
Que devora meus brônquios
Que entope meus vasos
Que me faz ânsia
E dependência


Que a mulher que eu for casar
Aceite estes anéis
Pois são eles que eu vou dar

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